Amazônia ainda desafia frigoríficos

Sistemas de monitoramento não são capazes de certificar a regularidade dos criadores que vendem o bezerro ou o boi magro para engorda

Por Marina Salles e Luiz Henrique Mendes — De São Paulo

Dez anos após a “Farra do Boi”, relatório bombástico do Greenpeace que alertou a comunidade internacional para a responsabilidade dos frigoríficos no desmatamento da Amazônia, o problema ainda está longe do fim.

Atualmente, a maior dificuldade está no fornecimento indireto. Os sistemas de monitoramento não são capazes de certificar a regularidade dos criadores que vendem o bezerro ou o boi magro para engorda.

Como agravante, o avanço do desmatamento no ano passado e a retórica antiambiental do governo Bolsonaro aumentaram a pressão sobre os frigoríficos, sobretudo os maiores, que compram ao menos 38% do gado no bioma amazônico e buscam formas de minorar o problema.

A Marfrig, por exemplo, desenvolve um mapa de redução de risco com fornecedores indiretos que sobrepõe imagens de regiões típicas de produção de bezerros com áreas de vegetação nativa, diz o diretor de sustentabilidade, Paulo Pianez.

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